Como você colabora com a reprodução do racismo?

Nos últimos dias, andei pensando se deveria ou não escrever um texto sobre o Dia da Consciência Negra neste site. Há muito sendo dito a respeito desta que deveria ser uma data nacional, uma vez que o 20 de novembro nos convoca a refletir sobre o maior problema do Brasil: o racismo.

E nestes tempos de leitura enviesada, pós-verdades e conhecimento líquido, escolhi não tomar tanto tempo do (a) camarada acostumado (a) a acompanhar as discussões do #LadoBdoRio, sejam aqui ou em nosso podcast.

Deixarei os (as) leitores (as) apenas com dois posts feitos mais cedo em minha conta pessoal no Twitter. Um diz sobre os racistas que se negam a repensar suas práticas e o outro sobre o papel dos grandes meios de comunicação do país na perpetuação desta chaga que nos desune como sociedade.

 

 

Feito isso, que neste dia nós possamos exercitar algo que anda em desuso: a capacidade de se perguntar. Experimente pensar sobre como você colabora com a reprodução do racismo.

A resposta pode ser dolorosa, mas necessária para te devolver a humanidade.

Foto da capa: Paulo Portilho, em cobertura ao épico desfile da GRES Paraíso do Tuiuti, 2018, “Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de autoria do craque Jack Vasconcelos.

Jornalista.

3 comentários em “Como você colabora com a reprodução do racismo?

  • 21 de novembro de 2018 em 12:57
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    Sou branca e com o tempo fui me dando conta do meu privilégio e fui parando de reproduzir alguns comportamentos que eu tinha e que sem dúvida eram deletérios e racistas. Claro que ainda estou anos luz de me sentir com a consciência leve, pois além de a luta contra o racismo ser uma luta de desconstrução pessoal (algo em que avancei, mas ainda muito longe do ideal) é uma luta também de construção social, que a gente tem que fazer em conjunto com as outras pessoas, seguindo obviamente o protagonismo das pessoas negras. Espero poder dar aos meus filhos, nesse sentido, uma educação muito melhor do que a que tive, pelo menos quero me assegurar que o ponto de partida da desconstrução do racismo deles deles seja mais próximo do ideal do que o ponto de partida que eu tive, é o mínimo que eu posso fazer pra tentar ajudar a tornar o mundo um lugar mais justo. Enquanto tiver gente sofrendo por causa da cor da pele a gente nunca vai poder ser livre ou feliz de verdade.

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    • 21 de novembro de 2018 em 14:45
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      Perfeito, Joana!

      Como diz a Angela Davis: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.”

      Estou absolutamente convicto que a luta deve ser protagonizada pelos negros ao passo que precisamos da adesão dos brancos. E ela é diária. O primeiro passo se quisermos vencer o racismo estrutural é não negá-lo. E essa negação, infelizmente, está na moda. A personificação dela toma posse como presidente em 1º de janeiro de 2019.

      Abraços,
      Fagner Torres.

      Resposta

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