Editorial: Brasil optou em fundir Temer com Médici. Mas nós resistiremos

Neste domingo, o Brasil democraticamente optou em mesclar o desgoverno golpista neoliberal de Michel Temer com a truculência, o estado policial e o autoritarismo da Ditadura Militar de 1964. A partir de janeiro, esta nação será comandada por comentaristas de portal e financiada por pastores fundamentalistas, policiais milicianos, militares ineptos e pitboys lobotomizados pelos youtubers.

Ao povo, cabe sobreviver, resistir e reagir. Nenhum deles representa a classe trabalhadora, ainda que uma parte significativa desta tenha votado contra seus interesses e mesmo sua própria sobrevivência, cegada durante anos pela grande mídia, pelas igrejas e, agora, por ações coordenadas em redes sociais.

Entendemos que grande parte da população não é necessariamente fascista, mas precisa despertar para a realidade. Nosso trabalho será com os próprios trabalhadores, nas ruas, nos campos, nos templos, nas escolas, nas fábricas e nos escritórios.

A história dessa eleição, com suas nuances contemporâneas e características tupiniquins, é a história da luta de classes, como sempre.

Por isso, seguiremos na tentativa de intensificar nossos esforços para chegar à base da pirâmide. Todo tipo de ajuda, em grupo ou solitária, é bem-vinda. Aulas particulares, discussões coletivas, pequenas apresentações de arte, grandes exposição de cultura, tudo é válido.

Sentir na pele é sempre um risco, mas foi o que a maioria dos brasileiros optou, dentro das regras atuais do jogo.

O Lado B do Rio nasceu oposição e permanece oposição até que esta sociedade esteja nas mãos de quem ela pertence: o povo.

Continuaremos nosso caminho e estamos abertos a conversar, a falar, mas principalmente, a escutar os anseios da população que nos lê e nos ouve.

O Brasil pode contar com o Lado B do Rio para sair do fundo do poço ao qual, a nosso contragosto, optou se jogar.

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