Deltan Dallagnol, me dá uma consultoria?

Por ter em seus dados o claro ponto central de todos os vazamentos da #VazaJato, comandada pelo The Intercept Brasil, mas hoje em várias plataformas jornalísticas, Deltan Dallagnol acaba sendo o mais exposto dos membros da desacreditada operação.

Mas estamos aqui falando de um membro do Ministério Público Federal, a maior instituição desse país, sólida como uma rocha, a pedra angular da democracia brasileira, meu sonho de adolescente quando decidi cursar Direito.

Sendo assim, gostaria que o douto membro Deltan Dallagnol me ajudasse numa investigação. Não precisa se preocupar, ela é baseada em matérias de jornal, bem como vossa excelência gosta.

Tudo sobre a #vazajato:
– Lula… solto amanhã?
– Lava Jato desmoralizou as instituições do Brasil
– A mídia brasileira como sócia da barbárie

Então, meu bom Deltan Dallagnol, o caso é o seguinte:

Um funcionário público que, apesar de sua confortável remuneração, vive falando em dinheiro em toda oportunidade. Não se preocupe, são conversas que podem ser anexadas ao inquérito, de acordo com seu entendimento e estímulo a incluir tal possibilidade em lei através das “Dez medidas contra a corrupção’’.

Dizem as más línguas, óh mestre dos inquéritos, que sua família é montada na grana, cheia de latifundiários. É possível que ele sofra bullying nas festas de família. Pode ser um fator psicológico importante para fundamentar uma denúncia, não?

Deltan parece gostar muito de dinheiro para um guardião da moralidade. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Mas não pára por aí não, óh solzinho das denúncias. Você acredita que tem notícia dele falando em abrir empresa no nome da esposa para driblar as restrições legais à sua atuação fora de sua função de concursado? Isso aí no mínimo um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) rola, né?

Contudo, imagino o que esteja pensando, óh oráculo das convicções: servidor público tudo se protege, esse PAD não ia dar em nada. Precisamos de algo mais suculento para pegar esse vagabundo, não é?

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Então, sente essa: imagina que o cara foi pego aceitando doações para uma fundação cuja propriedade permanece algo obscuro. Isso mesmo, ele captava valores para uma empresa privada que “ajudaria a sua causa”. Já é algo bastante suspeito. Mas, pior, no momento em que pareceu que essa tal empresa amiga estava envolvida em crimes que eram de responsabilidade investigativa desse mesmo funcionário, ele fez que não era com ele e deixou passar desapercebido.

Eu sou burrão. Me ajuda aí, Dallanga. Como chama quem solicita ou recebe, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, vantagem indevida? Tenho 317 motivos para acreditar que é um nome bastante em voga.

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