Solto e elegível, Lula mostra ao Brasil que há opção ao fascismo

Bastou menos de 48 horas após a decisão de Edson Fachin anular as condenações de Lula relacionadas à Lava Jato para o ex-presidente mostrar quem é enquanto ator político e dar uma demonstração de sua força. Em sua primeira declaração pública após voltar a ser elegível, nesta quarta (10), o líder petista, comprovando toda sua vocação, voltou a desempenhar o papel que uma liderança popular e de oposição precisa fazer: chamou as coisas pelo nome, mostrou que a população está à deriva num país sem governo e contando corpos e apontou para todos que puderam ouvir, de norte a sul do Brasil, que há – como havia antes e como haverá sempre – opção ao fascismo.

Lula jogando bola
O artilheiro olha a bola como quem olha a urna em 2022 (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Não dá para fazer prognósticos para 2022. Não ouso cravar que Lula chegará vivo, solto e elegível em outubro do ano que vem. Mas sei que vivo, solto e elegível neste março de 2021, o ex-presidente forçou o atual chimpanzé mal-amestrado que ocupa o Planalto a se mexer em prol da vacina, da saúde pública e das vidas. É verdade que essa não será a única jogada de Jair Bolsonaro, que com a caneta e a máquina na mão, em que pese a sua incompetência, ainda pode dar outras cartadas. Mas, em ato contínuo após a elegibilidade de Lula, o pseudo-presidente parece que, pela primeira vez, está disposto a mudar o curso de sua narrativa e já considera a vacina como, ohhh, salvação – não só de vidas, mas, por tabela, da ‘economia e da liberdade’, que importa tanto pra ele.

Em nosso podcast Lado B do Rio, costumamos ser críticos quanto à atuação dos quadros de oposição, principalmente neste momento que vivemos. Mas a verdade é que até temos opções razoáveis na esquerda e na centro-esquerda brasileira. O problema é que, em poucas horas, o ex-presidente mostrou que este país nunca viu (e temo que nunca verá) uma liderança política, popular, orgânica e experimentada como Luiz Inácio Lula da Silva.

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Seja para o bem (que bom que temos Lula!), seja para o mal (Lula sozinho não basta…), o filho de Lindu está aí, vivo, solto e elegível e deve ser considerado, desde já, como opção para todos que querem voltar a ter esperanças e sair deste inferno na Terra que se tornou o Brasil de Jair Bolsonaro.

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