O ano começou. E as eleições, também

Feliz 2022, queridos leitores! Que seja um ano muito melhor! Há quem diga que o ano só começa depois do carnaval, mas em tempos de COVID-19, o ano começa quando tem que começar: em primeiro de janeiro. O ano já começou, com dias arrastados e com alguns acidentes naturais. Ainda não entendemos que o planeta está dando sinais de alerta. É preciso repensar o nosso consumo e o desrespeito com a natureza. E os anos passam, tragédias acontecem e aqui no Brasil não se aprende. É depois do leite derramado que alguém com autoridade diz alguma coisa, que se abre uma investigação e os grandes responsáveis enviam notas lamentando o ocorrido.   

O ano de 2022 começou como se as eleições já acontecessem no mês que vem, tamanha é a ansiedade para que este governo acabe. Quem aguenta mais um ano de governo Bolsonaro? E ainda teremos Copa do Mundo, porém só mais para o fim do ano, depois que deputados, senadores, governadores e o presidente forem eleitos. Não sei se há alguém animado para ver a nossa Seleção, vai depender de como o time se mostrará nos amistosos ao longo do ano.

E o Tite, hein? Será que traz o hexa? Talvez seja cedo para falar de Copa do Mundo, mas certamente não é cedo para falar das eleições.

Os pré-candidatos já estão quase definidos. O ex-presidente Lula lidera as últimas pesquisas realizadas. A imprensa corporativa bem que se esforça para igualá-lo ao atual presidente, como se Lula pudesse estar na mesma balança que um fascista. Ora, francamente! É um desespero pela tão chamada terceira via. A terceira via não aparece com números significativos nas pesquisas. O número que espanta é os 20% que Jair Bolsonaro possui, mesmo depois de tudo o que foi dito em relação à pandemia. O país melhorou nesses últimos quatro anos? Não, mas vai explicar para os admiradores do fascista. Não adianta. O lado positivo é que até setembro, o mito deles não se sustenta. É esperar para ver.  

O cenário para 2022 é bem diferente de 2018, porém nada está ganho. Bolsonaro quer ser reeleito para fugir da justiça e proteger seus filhos. Não aceitará perder, falará em golpe, porém será muito barulho por nada.

Quem representa um perigo nessas eleições é Sérgio Moro. Nos últimos dias de janeiro, vimos os valores que esse senhor ganhava enquanto trabalhava como consultor na Alvarez & Marsal. Afinal, que relações tem o ex-juiz da Lava-Jato com os EUA? Mais uma vez a sensação que fica é que o Brasil é uma espécie da casa da mãe Joana. Tudo acontece. Zero punição. E este senhor é tão medíocre que será engolido nos debates. Imaginem os memes.

O ano de 2022 reserva uma dura disputa eleitoral que pode nos livrar de Jair Bolsonaro

Numa pergunta ao candidato Ciro Gomes, sobre economia, por exemplo, o que Moro irá responder? Ciro, por sua vez, será como um trator, esmagando com argumentos e propostas, que é bom que se diga que já faz há muito tempo. Muitos podem discordar, porém Ciro é o candidato com as melhores propostas para o país até agora. O que terá que fazer é respirar fundo três vezes para não perder a cabeça e a compostura. Seus adversários irão apostar nesses seus pontos fracos.  

E nós, eleitores, escolheremos entre as muitas opções progressistas, que ainda bem, vamos ter. O eleitor não poderá dizer que não tinha opção. Sim, você tem. Em outubro, o brasileiro vai ter candidatos democratas, independente de serem de esquerda ou direita, teremos homens e mulheres com o desejo de mudar o Brasil e respeitar as instituições. E, infelizmente, teremos dois candidatos fascistas, Bolsonaro e Moro. Esses dois não merecem receber votos de confiança. Quem é a favor do excludente de ilicitude não respeitará a democracia. Quem sente saudades de ditaduras não será democrata. Era óbvio, porém há quem não quis enxergar. 

Nós, eleitores, teremos o dever de escolher quem queira reconstruir esse país de cabo a rabo. Quem sinta indignação ao ver milhões de brasileiros passando fome. Nós, eleitores, temos a obrigação de empurrar o país nos trilhos corretos do progresso, desenvolvimento e igualdade. O voto para os deputados federais e senadores será de extrema importância para o país crescer. Com uma bancada de deputados da bala, da Bíblia e do boi, o Brasil ruma à Idade Média. Não podemos permitir nenhum passo mais para trás. É para frente, a partir de agora.  

O ano começou. Vamos nos vestir de esperança: é a nossa melhor arma.  

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