Viver é deixar legado!

Na última semana o nosso querido panelista Caio Bellandi perdeu seu pai. Uma linda homenagem nas suas redes sociais dizia que o Sr. Marco Antônio Bellandi deixou aos seus filhos três grandes legados: torcer pelo Flamengo, ser portelense e votar no Partido dos Trabalhadores.

Tia Surica com a camisa do Flamengo
Tia Surica, um belo exemplar de uma flamenguista portelense, como o pai do panelista Caio Bellandi (Reprodução)

Eu fiquei emocionada, já que eu sou flamenguista graças ao meu pai. A paixão pelo time se passa de pai para filho. Muitos como você, Caio, também são flamenguistas graças aos pais, eles nos ensinam a chutar uma bola desde criança e a torcer pelos seus times de coração. Vamos ao Maracanã, mesmo sob protestos das nossas mães, mas nossos pais não escutam e nos levam talvez ainda bebês para ver uma partida num domingo a tarde.

Nossos pais viram o camisa 10 da Gávea, como cantava o grande Jorge Benjor, e muito provável pensaram em nos batizar de Arthur. Talvez com a esperança de sermos jogadores de futebol. Quem sabe… Mesmo que nós, que nascemos ou no fim dos anos 1980 ou começo dos anos 1990, não vimos o grande Zico jogar, a tão falada final do Mundial de 1981, quando o nosso time botou os ingleses na roda.

Eu tento imaginar a emoção do seu pai e a sua, Caio, quando a Portela ganhou o título de campeão do carnaval em 2017. Certamente vocês cantaram “Para mostrar que na Portela o samba é religião/ O perfume da flor é seu/ Um olhar marejou, sou eu / Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar?

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Após muitos anos sem títulos, a grande campeã, que chega sempre na avenida com a sua famosa águia azul e branco, contou a história das lendas dos rios Iara, Boiúna, cobra-grande, boto cor de rosa sob o enredo “Foi um rio que passou em minha vida”. Poucas pessoas se dão conta que é na Sapucaí que acontece o maior show da terra, a maior festa popular brasileira. Se para muita gente, nas favelas cariocas só têm bandidos, é na Sapucaí, que a favela mostra a sua criatividade e que criatividade… Depois de dois anos sem desfiles no sambódromo, vai ser quase impossível não se emocionar quando a primeira escola aparecer na avenida. E você Caio, irá se lembrar de seu pai e do amor pela Portela e pelo Carnaval.

Nossos pais nunca nos deixam, eles sempre estarão em nossos corações. Viver é deixar legado. Um abraço à toda família Bellandi.

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