Queiroga, o palhaço da vez

Uma das características principais de Bolsonaro, desde que tomou posse em 1º de janeiro de 2019, é que ele precisa de palhaços que o ajudem a criar o clima de bagunça generalizada no país, não só nos discursos e gestos que parecem verdadeiros surtos, mas também na destruição real de políticas públicas. 

Abraham Weintraub, Regina Duarte e Pazuello são alguns, dos mais representativos talvez. Figuras abjetas, que não titubearam em cooperar com o projeto de extinção do Brasil. Damares Alves, Sérgio Camargo e Mário Frias ainda seguem em seus cargos, mostrando que todos são palhaços, mas nem todos são tão rapidamente descartáveis. 

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E mais recentemente, nos últimos seis meses, o palhaço da vez é Marcelo Queiroga, ministro da saúde. Ele foi considerado por diversos veículos de comunicação um “quadro técnico” do governo, o que mostra que parte da imprensa também cumpre dedicadamente seu papel cômico e ridículo no Circo Brasil. 

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Queiroga defendia máscaras, embora nas primeiras aparições como ministro aparecia sempre usando o item de forma errada, com o nariz de fora. Ele defendia vacinas, embora isso nunca o fez dar um pio sobre as declarações antivax de Bolsonaro e outros membros do governo. Ele defendia a ciência, embora isso não o tenha impedido de na semana passada ter determinado, através do Ministério da Saúde, a interrupção da vacinação de adolescentes, com base em mentiras e desinformações. 

Marcelo Queiroga é só mais um que retrata muito bem o que é o Regime Bolsonaro (Agência Brasil)

Queiroga é só mais um que retrata bem o que esse governo sempre foi: um grupo de sanguessugas, dispostas a tirarem o máximo de proveito pessoal das benesses de seus cargos e, ao mesmo tempo, deixar um legado de total precarização da vida para o povo brasileiro. Não pode existir dúvidas de que levaremos muitos anos para recuperar tudo que esse bando atacou e desfez. 

Ontem a noite Queiroga foi diagnosticado com covid. Cumprirá quarentena por 15 dias em Nova York, num dos hotéis mais caros da cidade. E logo após a notícia do diagnóstico vir à tona, a decisão sobre não vacinar adolescentes foi revogada. O eterno puxa-empurra que os membros desse governo fazem para amenizar as críticas que recebem da imprensa liberal. Avança dois passos e volta um. “Nossa, que moderação!”

Ah, já ia esquecer de mencionar um fato muito importante: Queiroga é palhaço, mas não é bobo. Ser palhaço não tem nada a ver com ser bobo, burro ou idiota. Essas outras características no momento estão com a gente, a oposição. No geral nós temos sido muito bobos. O compartilhamento exaustivo da foto de Bolsonaro, Queiroga e cia comendo pizza na calçada em NY é só a mais recente amostra disso. Os palhaços nos tem feito de idiotas. 

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