O bom senso do Conselho Supremo de Verdades

Passados alguns dias, é possível dizer, sem emoções, que o Conselho Supremo de Verdades declarou, por apertada margem (6 a 5), que o céu é azul.

Havia grande divergência sobre o céu ser azul, mas o sentimento popular de que ele seria amarelo não prevaleceu à análise apurada dos senhores supremos.

Se tratavam de duas cores primárias, afinal e, sendo assim, não haveria uma resposta certa, mas sim a necessidade de obedecer o sentimento popular que estava sentindo que as coisas deviam ser mais amarelas de agora em diante. O povo, estaria cansado da ditadura do azul.

Os votos vencedores apresentaram diferentes graus de erudição, citando diferentes pensadores, dando indiretas, ironizando quem afirma que a única solução seria, então, declarar que o céu era verde.

Em seu cerne, os Senhores Supremos vencedores se pautaram por um simples paradigma: abriram a janela, olharam para fora e verificaram que era de fato azul, o tal do céu.

Agora os céu-azulistas expressam grande otimismo para o futuro, pois acreditam que o bom senso do Conselho Supremo pode ser um sinal que a racionalidade e a razoabilidade voltará a tomar o cenário. Em meio a tudo isso, os prédios ao redor do Conselho Supremo seguem em chamas.

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