Na pandemia, Bolsonaro é mais letal que a Covid-19

Emocionalmente destruído pela pandemia. É assim que eu e muitos de vocês que me leem estão neste momento, após mais de 100 dias de isolamento social em uma quarentena que nunca existiu de verdade. E isso se deve única e exclusivamente à opção feita por 57 milhões de iludidos, ignorantes e canalhas que votaram em Jair Bolsonaro naquele fatídico e eterno 28 de outubro de 2018.

Quem cumpriu esse ingrato isolamento durante mais de três meses, sabe, com base nas experiências de outros países, que era para estarmos saindo da quarentena por agora, não fosse pelo desgraçado do chimpanzé mal-amestrado que colocaram no Planalto. Bastaria que este indivíduo vil e parvo que comanda o país fizesse minimamente sua parte: um plano real e unificado de uma quarentena séria, integrando os três níveis de governo, as instituições e a sociedade civil; e um projeto de pós-quarentena que colocasse as coisas nos trilhos, com a devida prudência e no tempo certo. Coisa que até o TCU, que não significa TRIBUNAL COMUNISTA UNIFICADO, já sabe.

Mas não.

A ideia de Jair Bolsonaro não é nem nunca foi salvar vidas. O governo federal tem meta: matar e deixar morrer. O neofascismo é tão cruel que executa a população não só de doença, ou de tiro, mas também através da loucura. Porque muita gente boa simplesmente entrou em desvario completo nos mais de 100 dias que ficou em casa esperando tudo isso passar.

E o que aconteceu? Não passou.

Cumprimos o isolamento, sacrificamos nossa saúde física e mental enquanto Bolsonaro ria e falava ‘cloroquina’

E não passou porque absolutamente NADA foi feito por parte do governo federal, que se limitou a atacar a China, insistir com um medicamento sem eficácia, demitir ministros, além, claro, de debochar diariamente a cada milhar de morte que o país registrava.

Por isso, ainda que existam milhões de canalhas ignorando doença desde o começo da crise, no atual momento, não cabe julgar as pessoas que foram visitar seus pais, ou ver seus irmãos, ou foram dar uma corridinha na praia. A pós-quarentena era para ter chegado para essas pessoas, e para toda a sociedade, não fosse a inépcia e a maldade que reside nos corações e nas mentes dos que comandam o pobre Brasil de 2020.

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Se um cidadão que hoje tenta sair se privou durante longos três meses, ele não pode ser culpado por essa escapada. É questão de sobrevivência.

A psicanalista Amanda Mont’Alvão Veloso explica em matéria esclarecedora do El País Brasil: como o governo de Jair Bolsonaro não tomou as medidas necessárias para controlar a pandemia e não houve, dessa forma, uma diminuição do número de casos e mortes, algumas pessoas criaram uma espécie de ressentimento após o sacrifício mental e físico de semanas ter sido em vão.

O Brasil registra mais de 50 mil mortes por Covid-19. Há outras tantas previstas em subnotificação. Boa parte delas seria evitada, como outros países evitaram. Mas para isso precisava querer. Bolsonaro não quis. Portanto, a culpa é do representante (e sua equipe de canalhas, neofascistas e negacionistas de toda sorte) que o Brasil elegeu em 2018. Como falei há mais de um ano nesse espaço: escolheu-se a barbárie. O preço está sendo cobrado em muitos corpos.

Há de pagar pelo que fez.

PS: Preciso fazer uma conclusão bem óbvia e expressa para não gerar dupla interpretação: se puder, fique em casa e cumpra o isolamento.

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